InFoco Movie: Esquadrão Suicida
Por Ellem Leão
Esquadrão suicida chegou com um elenco sensacional e gerou alta expectativa com o alto investimento na campanha de divulgação. Temos que admitir, a campanha de marketing é fodástica , os publicitários acertaram em cheio, o ruim é finalmente o filme entrar em cartaz e os fãs se decepcionarem com o trailer de 02 horas que rolou nos cinemas.
Um vilão tão promovido e com uma caracterização atual tão incrível, falta e muito!! Nas poucas aparições que fez e com participações sem contexto ele deixa os espectadores cheios de perguntas sem resposta... Leto é um bom ator, e apesar de lembrar o palhaço de crime de Frank Miller em Cavaleiro das trevas, diga-se de passagem, talvez seja o pior coringa da história, o melhor em marketing, e pior em atuação, aparece travado, aparentemente desconfortável no personagem e não chega nem a 10% do coringa de Ledger - estamos sendo generosos.
Do outro lado a Arlequina roubou a cena com uma atuação intensa; Margot se mostra MUITO á vontade na personagem e é ela quem faz o filme valer a pena com uma atuação tão divertida!!! O único ponto infeliz é a insistência de sexualizarem a personagem com tantos close-up de sua bunda.
Amanda Waller deu o tom ao filme do inicio ao fim e a atuação de Viola foi fantástica e extremamente fiel a HQs, fazendo-nos sentir como se estivesse lendo-as novamente.
O diretor evidentemente deu mais ênfase aos personagens mais conhecidos da Arlequina e Pistoleiro e infelizmente desequilibrou o ‘esquadrão’, falta tom e timing, boas surpresas como El Diablo e a atuação de Cara Delevingne, mas decepções com o pouco aproveitamento dos demais personagens.
A quantidade de cortes atrapalhou a versão final e transformou o filme numa grande bagunça com cara de trailer desordenado. A fotografia é muito escura e destoa do ‘sentido’ que tentaram impor ao filme; a trilha sonora é espetacular – talvez a melhor dos filmes de heróis e vilões, mas não casa com a trama e acaba fazendo com que o espectador faça comparações infelizes entre o casamento perfeito de Guardiões da galáxia e o infeliz casamento realizado na trama.
Pode-se dizer que a grande intervenção do estúdio contraria a montagem do diretor e cineastas, e acabou sendo definida de fato pelo marketing promocional, infelizmente tentaram abraçar um público muito abrangente e pouco público segmentado; cortaram aparentemente as melhores cenas por conta da classificação etária de 13 anos, que no fim das contas rompe com o contexto verdadeiro da trama e dos HQs de esquadrão suicida e seus personagens entregando um Esquadrão ‘politicamente correto’ onde todos ficam amiguinhos no final.
O esquadrão funciona muito bem junto e é a chave do filme, o grande acerto foi o elenco e caracterização, os atores se doaram aos personagens e mesmo com as ‘cagadas’ na edição o filme funciona, mas certamente a DC não atingiu e nem irá atingir sua meta de faturamento que era de 1bilhão de dólares, foram arrecadados até o momento cerca de 418mi.






